A Montanha Vazia
   



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As Outras Palavras
Eu por mim mesma
Verso Torto

 


Discurso de um Ancião Moribundo

 

Mancha... Mas como cansa!

Essa vivência estressada
esticada, elevada!

Carrego o fardo
de todo um caminho
já percorrido, e sofro
Tanto tempo assim,
mas agora, tão efêmero...

O relógio luta para prolongar.
E brigo para simplesmente
Acabar com essa ansiedade


E poder desligar-me da vida.



Escrito por Daniel Senos às 01h18
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Para o Vazio.

Há tanto a ser descoberto no vazio...
Em meio a agonia que sufoca,
a vontade de desaparecer,
A ausência do brilho.

Acordes de um violão que simplesmente
se perdem no vento, sem sentido algum.
E também me entrego, ao meu espaço em branco
Em contraposição à escuridão da vida,
Tão íntimo e intocável...

Até que, toda essa angústia
Presa em meu peito
Se resolve quando, de repente,
alguém devolve o brilho ao meu dia.



Escrito por Daniel Senos às 19h29
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Para um Dia Melancólico

Silêncio...
Os pensamentos sem nexos,
Versos tortos são escritos.

Silêncio...
Ouve-se apenas o nada,
e os cachorros latem na rua deserta.

Silêncio...
Nada acontece, nada se move,
Tudo está tão estático, monótono.

Silêncio...
A doce melancolia me abraça
E encerra mais outro dia.



Escrito por Daniel Senos às 21h48
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Para um Sonhador

É tão bom se perder
Em pensamentos tortos...
Imergir em sonhos e devaneios,
Perde-se da realidade.
Os pés já não tocam mais o chão.

Agora longe em mim mesmo,
Procuro o que nunca achei,
O que talvez nem exista,
E que me faz sentir tão vazio...

É uma ausência sem explicação,
Talvez até sem motivo aparente.
A eterna busca pelo que não se tem,
pelo que não se pode alcançar
E agora cada vez mais distante...



Escrito por Daniel Senos às 20h22
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Para Alguém Proximo.

Em meio à turbulência,
Uma flor nasce
Numa rachadura do asfalto,
Após a tempestade.

Assim é essa alegria,
que tem estado presente
durante todos esses dias.
Em meio a uma vida,
meio louca, um tanto desregrada,
Repentinamente surgiu alguém
Que só quer o meu bem.



Escrito por Daniel Senos às 21h57
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Para uma Jovem Insegura

As mãos se perdem no vazio,
à procura de um porto seguro.
Não se acende mais a luz do quarto
quando se tem medo do escuro.
Então respire fundo, crie coragem
e se jogue lentamente.
o futuro, é apenas
a escuridão da vida.



Escrito por Daniel Senos às 19h01
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Para uma Paixão Passageira

Em seus olhos vi
Algum dia, eu sei,
Tanta confusão.
Não soube o que dizer,
Até tentei ensaiar,
Mas você foi embora,
saltou do meu mundo
e voltou pra realidade.



Escrito por Daniel Senos às 18h20
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Para Alguém Distante.

a folha que cai
com o vento que vem.
sopra...
abraça teu corpo
e se perde no céu.



Escrito por Daniel Senos às 12h35
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Renascer

O céu explode
Como o vitral de uma capela,
Estilhaços percorrem o vazio
Perfurando antigas crenças,
Entranhadas há tempos
No âmago da humanidade.

Em meio ao caos corre um homem.
Sua nudez reflete a pureza
De quem se desapegou do passado
Para vencer no presente.



Escrito por Daniel Senos às 17h47
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Universo

o silêncio da madrugada...
tento ir até a lua,
e vejo o quão pequeno sou.
De repente, deixo de existir.



Escrito por Daniel Senos às 03h12
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Carta de Alforria

Jogo minhas palavras, ao vento,
Não meço mais as consequências dos meus atos.
Se por um acaso eu pudesse voltar e relevar,
Consertar todos os erros cometidos,
Nem mesmo assim, faria diferença.

Já não tenho mais noção de tempo e espaço,
E assim já não ouço mais o som do mar,
Nem mesmo as canções eufóricas dos pássaros
Que costumavam vir a mim, cantando e celebrando
Cantando as últimas tragédias de um mundo senil,
Celebrando a insanidade de um homem perverso.

O vôo livre pela imensidão anil...
Ah! Como seria bom me juntar a eles, e voar
De encontro ao eterno manto celestial.
Abrir os braços e sentir o vento em meu corpo,
Agora não mais em mim, abandonando a condição terrena,
Para provar da eterna e lívida liberdade.



Escrito por Daniel Senos às 04h16
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Água

Fluir com leveza,
Moldar-se aos poucos,
Aos obstáculos do rio.



Escrito por Daniel Senos às 03h44
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Pássaro

As mãos abanavam suavemente,
Algumas lágrimas caíam, outros sorriam.
Já ganhava o céu aquele grande pássaro,
Levando os diferentes pedaços do universo,
Desafiando as leis da natureza.

O riso tornou-se pranto,
e com as lágrimas vieram o terror.
(''Ah, a essa hora já deve ter chegado...'')
Uma mesa de família ceiava, feliz
Conversando animadamente sobre um ente querido.
O pássaro desapareceu tão subitamente,
(''Um brinde ao nosso querido, ao sucesso!'')
Levando para um lugar desconhecido
Todos os fragmentos de vida que carregava.

As horas corriam e já passava da hora de dormir,
(''Senhor, ainda não chegaram'')
O coração acelerava com intensidade, enquanto
Aumentavam o volume da televisão,
e já desabava um pranto de incompreensão.



Escrito por Daniel Senos às 02h10
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Pensamento Itinerante

abstração

             aliteração

adaptação

              obliteração

Pensa, Pensa, Pensa
Quem foge da mente
Morre vazio.



Escrito por Daniel Senos às 00h08
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Esse blogue voltará a ser atualizado periodicamente (2 a 3 vezes por semana).

Vida

Atirar-se de peito aberto
Ao precipício da vida
Amar loucamente a existência,
E sofrer sem arrependimento.
               Voar
          Voar
     Voar
Voar

E morrer feliz ao se espatifar!



Escrito por Daniel Senos às 17h03
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