 |
Mudança de Endereço
Aos meus poucos leitores e amigos, O endereço do ''Montanha Vazia'' mudou. O blogue agora encontra-se no servirdor Blogger, onde está com um visual muito melhor. http://montanhavazia.blogspot.com Aos que me linkaram, por favor façam a alteração! E a todos que me acompanharam aqui nesse primeiro endereço, muito obrigado, de coração! beijos e abraços, Daniel Senos
Escrito por Daniel Senos às 02h29
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Sobre Breves Cantares
E foi assim que eu cantei em meus versos tortos todo o meu amor.
Aposentei a vida devassa (essa sem regras e rebelde) pela sua doçura, pelo seu afeto.
Entreguei a ti, querida o meu coração.
Uma homenagem ao mestre Filipe Couto (http://asoutraspalavras.blogspot.com/)
Escrito por Daniel Senos às 00h12
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Discurso de um Louco
Ah! Felizes somos nós, Que, errantes, criamos e recriamos As nossas próprias realidades, e tememos ser absorvidos pela cultura.
Em meu mundo delirante, finalmente encontro a quem amar e investir tudo aquilo que possuo dentro de mim. Construo aquilo que quero, fantasio tudo o que não me apetece.
Colorido, desbotado, se tornam as cores da minha psiquê, como eu desejar, para quem quiser. Protejo e protesto e procrio Sempre essa minha errância, que desabrocha na minha instância mais profunda, e onde eu finalmente vivo, mas não sozinho
Mas comigo mesmo.
Escrito por Daniel Senos às 00h05
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Soneto da Transitoriedade
Ah! Quão doce é essa destruição Que permeia toda minha existência! É tão presente em meu coração Como uma constante, extinguindo a inocência.
Mansa... Ela sorrateiramente aparece, e se instala em um canto obscuro, desconhecido. Cresce em silêncio, e quando um dia amanhece Dilacera qualquer esperança de um sentido.
E no meio do meu pedaço amputado, Estanco toda ferida causada, Para reconciliar as partes perdidas
E renascer mais uma vez, renovado. Aprender com essa transitoriedade, que é a vida O sofrer, o amar, o doer, sem medidas.
Escrito por Daniel Senos às 01h52
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Colheita
Meus pé se afundam na terra, Que se enraízam com força Ao chão, ao limite.
Me perco, ao me fundir com a natureza, e nos tornamos Uma unidade, apenas um. Sentir e apreciar, com calma, o vento acariciando as folhas da grande árvore da Vida.
Ter a sabedoria de colher, os frutos que ela dá e que prestam. A parcimônia de usá-los nos momentos certos E a coragem para se desfazer daqueles que te fazem mal.
Escrito por Daniel Senos às 01h59
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Desdesconstrução
Desconstruir para observar, Observar para compreeder Compreender para complicar, Complicar pra quê?
Procura, acha, procura de novo, Não satisfeito, pesquisa ainda mais. Somos engolidos pelas hipóteses, Teoremas, teorias, hipotenusas.
Não satisfeito, somos tomados pelo impulso do saber, e acaba-se sabendo demais. E mais uma vez, o homem peca pelo excesso quando o mais simples, muitas vezes, É sentir, com todo os poros da epiderme, Com toda a paixão no coração, Desdesconstruir.
Escrito por Daniel Senos às 21h14
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Sobre a Vida II
Acorde, À medida que o tempo passa, Aprende-se o quão pequeno é a existência do ser humano.
Olhe, Para dentro, para si mesmo, O egoísmo, esse sentimento humano, (demasiado humano) só causa destruição. E a cada minuto que passa, evoluímos para a nossa ruína.
E nessas horas já não pensamos em ninguém, (e passa mais um minuto) A não ser em nós mesmos (e passa mais um minuto) Então formamos nossa própria ilha (e passa mais um minuto)
Isolado, A solidão toma posse da sociedade, embora estejamos tão próximos Empilhados em blocos de concreto, Preso em grades e alarmes e trancas.
Os detalhes já não importam mais Não olhamos para o lado, e não confiamos no próximo. O que é inútil absorvemos, o essencial, descartado.
Feche os olhos, Não enxergue, apenas sinta. O que está por vir, Só porque não é material Não significa que não exista.
Vivemos e sobrevivemos, Por amor.
Escrito por Daniel Senos às 21h21
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Para uma Mulher Misteriosa
Eu pego em sua mão E nossos lábios se unem. A noite passa do carteado aos beijos mais voluptuosos.
À noite, um cigarro e a saidera sozinho em minha casa, lembro de ti. Só tenho a certeza de que não te conheço, Mas conversa vai, conversa vem, Teu mistério conquista espaço em minha cabeça.
Faz-me elogios, carinhos e dengos e tanto seu charme quantos as besteiras ditas Começam a fazer falta no meu cotidiano. Teu mistério começa a incomodar na minha cabeça. Vais embora e manda notícias de vez em quando, Teu charme é o oculto, o escuro, o mistério.
Só tenho a certeza de que não não te conheço, Mas seu mistério permanece em minha cabeça E a vontade de desvendá-la grita em meu ego, para que eu tente montar, aos poucos, esse grande quebra-cabeça cujas peças Eu nem imagino onde se encontram.
Mas seu mistério não sai da minha cabeça.
Escrito por Daniel Senos às 20h41
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Sobre o Amor I Solte o seu amor, O mundo é vasto, querida Deixe-o voar para bem longe, Respirar e explorar seus horizontes.
Solte o seu amor, Pois ele também precisa respirar, querido Uma jaula entristece o pássaro Que anseia pela liberdade.
Percorre os limites das ideias, Do espaço de nossos corações. O amor verdadeiro, quando livre, Busca aconchego em seu ninho.
Escrito por Daniel Senos às 19h11
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Sobre a Vida I
Um dia descobre-se Que as especificidades não mais importam. O futuro, misterioso e incerto, Passa diante de nossos olhos, E as pessoas que gostamos e que nos admiram Começam a ir embora.
O tempo passa, os momentos passados já não existem, As lembranças que brilham já não possuem eternidade. O mundo trata de esquecê-lo, E nesse momento tem-se noção da verdadeira dimensão De cada pessoa, de si mesmo.
E nessas horas andamos pensando só em andar, (e passa mais um minuto) Sem pensamentos certos, sem valor algum. (e passa mais um minuto) Já sabendo que não há ninguém olhando por nós nossas características se esvaindo. (e passa mais um minuto)
Agora senta-se em um banco, contempla o vazio A véspera do esquecimento completo, começas a pensar Mas perde-se em recordações inexistentes, em amores que poderiam ter sido vividos, No que podia ser feito e no que devia ser feito.
Escuro. Agora passa tudo lentamente, e já não consegues mais ver a clareza do céu que nunca havia dado valor.
Feche os olhos. Reflita mais uma vez, todos nós somos um só as espeficidades e características suas, nunca importaram de verdade, e nunca notaste a mais singela forma de amor ao teu lado.
Respire uma última vez. Enquanto sentes a brisa morna do vento Que retira teu último suspiro de vida, e extingue o seu peso na consciência pelo tempo perdido.
Durma.
Escrito por Daniel Senos às 18h47
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Discurso de um Ancião Moribundo Mancha... Mas como cansa!
Essa vivência estressada esticada, elevada!
Carrego o fardo de todo um caminho já percorrido, e sofro Tanto tempo assim, mas agora, tão efêmero...
O relógio luta para prolongar. E brigo para simplesmente Acabar com essa ansiedade
E poder desligar-me da vida.
Escrito por Daniel Senos às 01h18
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Para o Vazio.
Há tanto a ser descoberto no vazio... Em meio a agonia que sufoca, a vontade de desaparecer, A ausência do brilho.
Acordes de um violão que simplesmente se perdem no vento, sem sentido algum. E também me entrego, ao meu espaço em branco Em contraposição à escuridão da vida, Tão íntimo e intocável...
Até que, toda essa angústia Presa em meu peito Se resolve quando, de repente, alguém devolve o brilho ao meu dia.
Escrito por Daniel Senos às 19h29
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Para um Dia Melancólico
Silêncio... Os pensamentos sem nexos, Versos tortos são escritos.
Silêncio... Ouve-se apenas o nada, e os cachorros latem na rua deserta.
Silêncio... Nada acontece, nada se move, Tudo está tão estático, monótono.
Silêncio... A doce melancolia me abraça E encerra mais outro dia.
Escrito por Daniel Senos às 21h48
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Para um Sonhador
É tão bom se perder Em pensamentos tortos... Imergir em sonhos e devaneios, Perde-se da realidade. Os pés já não tocam mais o chão.
Agora longe em mim mesmo, Procuro o que nunca achei, O que talvez nem exista, E que me faz sentir tão vazio...
É uma ausência sem explicação, Talvez até sem motivo aparente. A eterna busca pelo que não se tem, pelo que não se pode alcançar E agora cada vez mais distante...
Escrito por Daniel Senos às 20h22
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Para Alguém Proximo.
Em meio à turbulência, Uma flor nasce Numa rachadura do asfalto, Após a tempestade.
Assim é essa alegria, que tem estado presente durante todos esses dias. Em meio a uma vida, meio louca, um tanto desregrada, Repentinamente surgiu alguém Que só quer o meu bem.
Escrito por Daniel Senos às 21h57
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
 |
 |